


Ao acessar o CRM numa segunda-feira de 2026, você vê “muitos leads”.
Só que, quando a equipe comercial liga, ninguém avança: é estudante, fornecedor, concorrente e gente “só pesquisando”.
Esse é um dos erros mais comuns (e mais caros) em Google Ads para B2B: vencer o leilão com termos “baratos” e perder no funil.
Não é sobre pagar mais CPC; é sobre inserir filtros de intenção na conta, na landing page e no CRM para atrair quem tem dor, contexto e poder de decisão.
Em B2B, termos baratos costumam ser palavras-chave amplas, com muita busca e pouca intenção comercial.
O CPC fica baixo porque você está competindo por curiosidade, não por demanda de compra.
Exemplos práticos (genéricos, mas reais no padrão):
Esses termos podem até gerar conversão no formulário, mas convertem mal em oportunidade.
O problema não é só “lead ruim”. É o efeito dominó.
Em operações B2B, o gargalo costuma ser capacidade comercial, então lead desqualificado vira desperdício duplo: mídia + agenda.
Se suas métricas “param” em cliques e CPL, você está enxergando só metade do funil. O B2B precisa fechar o ciclo com CRM (MQL → SQL → oportunidade → venda).
Antes de mexer em tudo, faça um diagnóstico de 30 minutos.
A ideia é identificar sinais de “intenção fraca” nos termos de pesquisa e no comportamento pós-clique.
| Sinal | O que costuma significar | Ação imediata |
| Muitos termos com “o que é”, “definição” | Topo de funil, pesquisa acadêmica | Negativar ou separar em campanha de conteúdo |
| Leads com “preciso de estágio/emprego” | Intenção errada (carreira) | Negativas de “vaga, salário, estágio, currículo” |
| Muito formulário e pouca reunião | Oferta/LP genérica, sem filtro | Inserir triagem e promessa mais específica |

O objetivo é “pagar barato” apenas quando o clique tem contexto de compra.
Na prática, você cria barreiras leves para curiosos e atalhos para decisores.
Um erro comum é misturar tudo na mesma campanha e deixar o algoritmo “decidir”.
No B2B, separar intenção costuma dar mais controle e melhora a qualificação.
Negativas não são “chute”. São política de qualidade.
A lista abaixo reduz curiosos, carreiras e pesquisa acadêmica sem mexer no CPC dos termos bons.
Depois, refine com o relatório de termos semanalmente.
Em vez de depender só de “agência” + “serviço”, traga sinais do processo de decisão.
Sinais de compra são palavras que aparecem quando o lead já está montando critérios.
Se a sua landing page aceita qualquer lead, ela vai receber qualquer lead.
Uma boa LP B2B filtra sem ser agressiva: deixa claro quem é o ICP e quem não é.
Exemplos práticos de “filtros de intenção” na página:
Triagem não precisa parecer interrogatório.
Duas perguntas de múltipla escolha costumam aumentar a qualidade mais do que adicionar 6 campos de texto.
Exemplo (para serviços de marketing B2B):
O filtro final é medir o que importa.
Quando você integra conversões do CRM (SQL/oportunidade) ao Ads, o algoritmo para de otimizar só para “preencher formulário”.
Referência de boas práticas de medição e atribuição no ecossistema do Google: Google Ads - acompanhamento de conversões.
Opinião técnica: no B2B, “lead” é um evento de marketing; “oportunidade” é um evento de receita. Se a conta otimiza para o evento errado, ela escala o problema.

Se você precisa agir rápido, siga este plano.
Você não necessariamente vai ver “mais leads”.
Você vai ver menos ruído, mais conversas produtivas e um funil que respeita o tempo do time comercial.
E, quase sempre, a sensação do time muda de “o marketing só traz curioso” para “os leads chegam com contexto”.
Quer revisar sua estrutura de Google Ads e implementar filtros de intenção sem sacrificar volume? Fale com a Labraro e peça uma análise consultiva do funil (Ads + landing page + CRM): https://www.labraro.com.br/contato/.
Não. Eles são ruins quando estão em campanhas de geração de leads sem filtros. Termos amplos podem ser úteis para topo de funil (audiência e remarketing), mas BOFU precisa de intenção e triagem.
Use uma combinação de negativas (carreira, “grátis”, “curso”), separação por intenção (BOFU/MOFU/TOFU), landing page com “para quem é” e perguntas curtas de múltipla escolha para triagem.