


Pedir um site novo parece simples. No B2B (business-to-business), costuma ser o começo de uma sequência de decisões mal alinhadas: a home fica bonita, mas não explica a oferta; os formulários viram ímã de curiosos; o comercial recebe contatos sem contexto e perde tempo tentando adivinhar o que a pessoa quer.
Um bom briefing evita esse cenário porque transforma estética em função: o que o site precisa resolver para marketing e vendas.
Antes de falar de layout, defina três entregas práticas:
Isso pesa ainda mais quando o ciclo de venda é longo, o ticket é alto e há vários decisores. O site precisa “conversar” com o técnico, com compras e com a direção, cada um com medos diferentes.
Para a maioria das empresas B2B, um conjunto mínimo funciona bem: Home, Soluções, uma página por solução, Sobre, Contato e uma área de Conteúdos ou Materiais. Páginas extras entram quando reduzem objeção, como “Como funciona”, “Prazos” e “Certificações”.

Defina o próximo passo certo para cada página e evite um único Fale conosco para tudo.
No formulário, peça pouco, mas peça o que ajuda vendas a responder: segmento, necessidade e prazo. Para qualificação, trate microconversões como sinais de interesse (visitar cases, ler perguntas frequentes).
Por fim, deixe explícito o que será medido: envio de formulário, clique em WhatsApp, clique em e-mail, downloads e agendamentos. Agências com experiência em B2B, como a Labraro, costumam insistir nisso porque, sem dados, o site vira opinião e retrabalho.
Se você está organizando esse projeto agora, uma boa próxima etapa é reunir essas definições em uma página e levar para a primeira reunião. Se quiser apoio para transformar isso em um briefing claro e executável, vale conversar com a equipe da Labraro.
Antes do layout, defina o que o site precisa cumprir na prática: explicar claramente a oferta (o que faz, para quem e em quais situações), capturar demanda de quem já busca uma solução e preparar a conversa para o comercial. Também ajuda deixar claro quem o site precisa convencer, qual é a prioridade do primeiro release, qual ação conta como sucesso, regiões atendidas, a promessa central e quais provas podem ser publicadas.
Escolha a conversão com base no que faz sentido para cada etapa do ciclo de venda e para cada página. Em vez de um único Fale conosco, você pode considerar como sucesso ações como pedido de orçamento, agendamento, contato técnico, visita ou pedido de catálogo. A ideia é orientar o próximo passo de forma específica e reduzir contatos sem contexto.
Peça poucos campos, mas os que dão contexto para vendas responder melhor. Exemplos citados no artigo incluem segmento, necessidade e prazo. Isso ajuda a qualificar a demanda e reduz o vai e volta de perguntas básicas.
Só vale quando a localidade muda a decisão, como logística, prazo, cobertura ou suporte, ou quando a empresa realmente atende e quer ser encontrada naquela região. Se a região não muda nada na entrega ou no processo, páginas por cidade tendem a virar ruído e dar manutenção desnecessária.